Manifestações de apoio ao Tibete amanhã em Lisboa e Porto
A Embaixada da China, em Lisboa, e a Praça da Liberdade, no Porto, vão ser os locais dos dois protestos que decorrem amanhã contra a violação dos direitos dos tibetanos e pela independência daquele território, numa iniciativa do Grupo de Apoio ao Tibete (GAT) e do Grupo Tibete Livre – Porto.
Alexandra Correia, do GAT, adiantou que a acção que decorre amanhã ao final da tarde em Lisboa insere-se num "movimento global" de protesto, por "a China não estar a cumprir os compromissos [de respeito pelos Direitos Humanos] assumidos há sete anos perante a comunidade internacional e o Comité Olímpico". "Fazemos parte de uma rede global de grupos de apoio ao Tibete, que já totaliza 154 grupos, e funcionamos muito em conjunto", acentuou a responsável, explicando que a organização em Portugal "tem ainda uma dimensão reduzida", mas faz tudo para esclarecer as pessoas sobre esta questão.
Na manifestação de sexta-feira, que conta com o apoio da União Budista Portuguesa, o GAT vai ter à disposição dos participantes uma imitação de um pergaminho em cartolina grossa para quem estiver interessado escrever mensagens endereçadas ao Governo chinês sobre a questão da ocupação do Tibete e as alegadas violações dos direitos humanos naquele território.
O documento será entregue segunda-feira na Embaixada da China, caso a representação diplomática aceda em receber membros do Grupo de Apoio ao Tibete, o que até agora tem sido impossível.
Também amanhã, o Grupo Tibete Livre - Porto promove, às 19h30, na Praça da Liberdade, uma vigília "em nome dos direitos humanos e da Liberdade para o Tibete", em que será distribuído um manifesto.
No dia em que a Chama Olímpica marca de forma simbólica o início dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o manifesto quer "relembrar de forma pacífica uma história de violação dos direitos humanos que subsiste há 43 anos". "A verdadeira essência do movimento olímpico
moderno foi colocada em causa a partir do momento em que o Governo chinês, repressor, totalitário e violador dos direitos humanos, conquistou o direito à realização dos jogos", afirma o Grupo Tibete Livre - Porto.
O grupo esclarece que "não está de alguma forma contra os Jogos Olímpicos e muito menos contra o povo chinês, mas sim contra um Governo que desde há muito tempo tem violado impunemente os direitos humanos quer no seu próprio país, quer no Tibete".