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Simpatizantes: escribid vuestro nombre aquí si lo sois
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Mensaje
mi capital es merida
Registrado: 14 Ene 2009 08:11 Mensajes: 1
A Ibéria é mais antiga que os romanos. Quase todos os nomes das grandes cidades de Portugal provêm de uma origem hispânica, seja celta, ibera ou romana, ou mista, quando não árabe (a minha cidade que é Setúbal vem de Cetóbriga) derivada, nas primeiras sílabas, ou da palavra latina "cetaria", isto é, lugar de pesca abundante (o que é inteiramente verdade até hoje) ou de "cetus", ou seja, cetáceos, os quais incluem os delfins que ainda hoje têm uma colónia expressiva, embora ameaçada no rio Sado que tem o seu estuário em Setúbal. Já a última parte da palavra, "briga", é de origem celta e define um determinado lugar.
Qualquer destes povos está nas raízes da península ibérica (se excluirmos os bascos, os iberos e povos muito localizados e obscuros como os tardésicos, os quais, todavia são comuns aos dois países. Dado que os celtas só chegaram no 1º mlénio antes de cristo e como há os iberos cá estavam antes, podemos assumir que, uma vez que os bascos permanentemente ocuparam uma área territorial muito definida, os portugueses são igualmente descendentes dos iberos, em grande medida.
Durante a época do Império Romano, a península foi dividida em várias províncias (entre 3 e 5 conforme a época), deixando um idioma comum, derivado do latim vulgar, como legado de centenas de anos de civilização. Os seus dialectos, que certamente já existiam, evoluiram para línguas separadas mas próximas, inteligíveis, embora umas mais do que outras, passados 2000 anos.
A estrutura administrativa hispano-romana manteve-se durante o período visigodo (séculos V a VIII), apenas perturbada pelos breves domínios suevos a noroeste e bizantino a sudeste.
Após a ocupação árabe, a península sujeitou-se a uma alteração mútua e profunda, em quase todo o território, tirando as Astúrias, e posteriormente toda a costa cantábrica e o Norte de Portugal. As alterações daí resultantes mantiveram a península ao abrigo da idade obscura da Alta Idade Média que fez mergulhar o resto da Europa numa hibernação de que só viria sair entre os séculos XI e XII (excepções feitas a Carlos Magno e ao Império Bizantino). A civilização árabe do Al-Andalus (Ibéria árabe) foi a semente de intelectuais como Averroes de Cordoba, génio da medicina, matemática e filosofia, cujos trabalhos influiram muito no pensamento cristão da Idade Média e do próprio Renascimento.
Com a reconquista cristã os territórios português e castelhano-leonês separaram-se oficialmente em 1143, em resultado de disputas político-familiares no seio do reino de León, durante as quais, uma singular batalha fez o filho (pretendente a um Portugal independente) à sua própria mãe, defensora dos interesses galego-leoneses. Mas mesmo posteriormente, houve novamente uma convergência de esforços entre os povos cristãos, sendo de salientar, por exemplo, a participação de Afonso IV de Portugal na Batalha do Salado. E assim se concluiu, durante o reinado dos reis católicos, a conquista da península, dominada por dois estados.
O que se sucede logo de seguida é muito semelhante entre Portugal e Espanha... A inquisição, os descobrimentos, as sucessivas tentativas de unir os dois reinos, notavelmente quando o filho de D. João II de Portugal é também, por vias de um casamento, pretendente ao trono de Espanha. Mas, por má fortuna, falece num acidente "debaixo da pata de um cavalo".
A bem dos portugueses, todavia, convém salvaguardar que nem a inquisição foi tão radical em Portugal (por muito má que tenha sido) nem os descobrimentos assumiram um papel tão genocida como sob Pizarro e Cortez (talvez mais genocida no Brasil, mas não imediatamente nas outras terras). Partilhamos essa fase negra da história, tal como partilhamos as boas.
Posteriormente, Portugal integrou-se na Espanha, depois de 1580, por sucessão dinástica, qua de início foi aceite com reticências e que poderia ter corrido bem. Mas dadas as governações desastrosas de Filipe III (Filipe II em Portugal) e de Filipe IV (Filipe III aqui), que incluiram a Guerra dos 30 anos e que temporariamente custaram boa parte do Brasil aos portugueses, surgiu o dia da restauração da independência de Portugal, em 1640.
A partir daí, após o período de ouro dos descobrimentos, ambos os países perderam influência na Europa (A monarquia espanhola menos, dada a influência dos Habsburgos noutras partes do continente), ambos enfrentámos as invasões napoleónicas e ambos nos adaptámos progressiva e timidamente às evoluções do séc. XIX., ao nível político e industrial. O certo é que em 1900 ambos os países estavam muito atrasados em relação ao resto da Europa Ocidental.
Posteriormente, após breves períodos democráticos, ambos sofremos com as ditaduras franquista e salazarista (mais sangrenta em Espanha, evidentemente) e ambos nos voltámos a democratizar em 1974-1975. Actualmente, após 23 anos de entrada na União Europeia, Portugal atrasa-se fruto da permanente fraca formação dos portugueses sem perspectivas de melhoras, e a Espanha avança medianamente, com os seus próprios problemas estruturais. Tirando uma fotografia, diríamos que Portugal se tende cada vez mais a afundar e a Espanha a flutuar.
Mas como mais (muito mais) de 2000 anos de história demonstram o oposto, penso que é altura de pensar: Se, mesmo durante 870 anos em que fomos países diferentes, continuámos a comportarmo-nos da mesma maneira, porque não assumi-lo? Para quê deixarmo-nos influenciar (se nos influenciam) os separatismos suicidas dos bascos, de alguns catalães e de meia dúzia de galegos? Se Portugal partilha uma história tão comum com Espanha, que a meu ver justifica uma clara integração mútua, qual seria a lógica se seguir deixarmos dentro de nós esse ódio visceral dos grupos extremistas que só procuram um protagonismo muito egocêntrico e com muita sede de poder por parte dos seus líderes?
Podemos viver juntos e integrados, dos Pirinéus a Gibraltar, de Lisboa às Baleares, aos Açores e às Canárias.
De um iberista, amante de toda a Ibéria, das lendas de Viriato, El Cid, Don Quixote e de D. Sebastião. Se os bascos e alguns catalães não o querem, Freud explica. Historiacamente é racional que todas as partes da península ibérica estejam integradas.
Saudações de Nuno Pestana de Setúbal, em Portugal
14 Ene 2009 10:21
Marv
Iberista
Registrado: 10 Ene 2009 23:43 Mensajes: 313 Ubicación: País Valencià
Bem-vindo Nuno:
Primero de todo, me ha encantado el esquema histórico que has hecho: es bastante completo y acertado.
Luego decirte que estoy bastante de acuerdo con lo que dices. Aspiro como tú a que los diferentes pueblos de la península ibérica puedan llegar a conformar una sola entidad en un futuro venidero. Ahora bien, tenemos que reconocer la diversidad multicultural (con un origen común, cierto) que la península posee y, si bien compartir nuestras culturas, no caer en la aberración de imponer una sobre el resto. Hay bastantes "nacionalistas" periféricos que únicamente buscan eso, aunque también haya descerebrados que ven en el ensalzamiento patriótico un buen camino para abrirse en política.
Viva la República Federal!
14 Ene 2009 13:15
Dorniense
Registrado: 26 Ene 2009 01:36 Mensajes: 24 Ubicación: Estocolmo, Escandinavia (Originario de Vitoria)
simpatizante soy desde luego, de eso va el foro, digo yo, de eprsonas que creen que Iberico es algo mas que el jamon.
Juan Salvador . Desde Estocolmo. Vitoriano, Alaves, Altoebreño e Iberico
_________________ Moda de viola de um cego infeliz
Podre na raiz ahhhhhhh
Vive sem futuro num lugar escuro
E o diabo diz ahhhhhhhhh
02 Feb 2009 21:51
Sagres
Iberista
Registrado: 30 Ago 2007 22:01 Mensajes: 254 Ubicación: LAYETIA>Kat>IB
Saludos Nuno:
Mucho me anima conocer a hermanos lusitanos que manifiesten en este foro (y en cualquier otro medio) su idealismo ibérico.
Necesitamos iberistas de corazón de todas las comunidades peninsulares, pero la satisfacción y la esperanza crece cuando, un portugués, sabe prescindir de lo que nos separa, anteponiendo lo mucho que nos puede unir. Sé bienvenido!
_________________ # Los ombres i las mujeres, éstos, segirán su kamino, ké futuro, ké tiempo, ké destino. La bara d negriyo está berde, tal bez florezka para el año k biene. Kolofón d “La balsa de piedra” d nuestro gran literato kontemporáneo portugés (r.i.p.) José Saramago, iberista!!!
03 Feb 2009 17:13
***
Iberista
Registrado: 30 Nov 2007 21:20 Mensajes: 2195
Efectivamente, este proyecto solo podrá salir adelante cuando un portugués y un español sepan prescincir de aquello que nos separa sin renunciar a las especificidades de cada uno.
03 Feb 2009 19:07
Francisco José
Iberista
Registrado: 21 Sep 2007 12:52 Mensajes: 351 Ubicación: Granada, Región del Sureste, España/Espanha, Iberia
Cualquier frontera nacional es mala. Y algunas, especialmente, son artificiales además de malas. Está claro que la única frontera natural de Iberia son los Pirineos. Dentro de nuestra querida Península Ibérica todas las fronteras estatales son claramente artificiales.
Separar comunidades autónomas para una mejor administración del territorio es totalmente natural y legítimo; algo totalmente normal. Pero separarnos a unos y otros ciudadanos de Iberia como si fuéramos extranjeros es una canallada de la historia. Si todos aquí estamos de acuerdo con ésto, gritemos: ¡Viva Iberia unida!
Tenemos que hacer un esfuerzo entre todos y que sepan nuestros gobernantes lo que queremos los iberistas.
_________________ "Los iberistas nunca fueron guerreros, fueron casi siempre gente pacífica y a veces un poco ácrata que creía más en la fraternidad y la solidaridad."
04 Mar 2009 11:25
pom
Registrado: 24 Jul 2008 14:02 Mensajes: 212
lamento venir a joder este momento tan emotivo de unidad i "germanor"entre portugueses e castellanos pero la verdad es q lo q decis no es del todo cierto si bien la cultura catalana esta arraigadisima a las tierras de oc que son mas alla de los pirineos los catalanes no somos puramente hispanicos..cosa que castellanos i portuguseses si.como siempre ignorando completamente al vecino..yo si estoy reafavor de la union iberica pero a ver dejad estar los "unos grandes y libres" si us plau ya tubimos bastante con paquito.
11 May 2009 12:47
Jorge Ferreira
Registrado: 19 Abr 2009 14:31 Mensajes: 66 Ubicación: Avila
Al 100%
Me he unido al foro hace poco tiempo, pero Iberista lo soy desde la cuna.
Pom: respecto tu opinión, pero lo que no puedo es compartirla, es que te refieres a Iberismo como una unión"entre castellanos y portugueses" pero como todos sabemos, ni Galicia ni Andalucía(etc;etc) son Castilla así que creo que te equivocas...
_________________ (antes plantista portu) "Nuestra mayor tragedia, es no saber que hacer con la vida" José Saramago
11 May 2009 23:17
rapaz motim
Registrado: 26 Jun 2008 20:35 Mensajes: 16 Ubicación: Reino Unido, Londres.
a favor.
_________________ nihilista elitista
14 May 2009 12:56
Francisco José
Iberista
Registrado: 21 Sep 2007 12:52 Mensajes: 351 Ubicación: Granada, Región del Sureste, España/Espanha, Iberia
pom escribió:
lamento venir a joder este momento tan emotivo de unidad i "germanor"entre portugueses e castellanos pero la verdad es q lo q decis no es del todo cierto si bien la cultura catalana esta arraigadisima a las tierras de oc que son mas alla de los pirineos los catalanes no somos puramente hispanicos..cosa que castellanos i portuguseses si.como siempre ignorando completamente al vecino..yo si estoy reafavor de la union iberica pero a ver dejad estar los "unos grandes y libres" si us plau ya tubimos bastante con paquito.
Pues yo lamento contradecirte, pero la lengua y la cultura catalana está muy arraigada a las lenguas y culturas ibéricas. La única lengua bien arraigada a las tierras de oc es el aranés, en la Vall d'Aran, casualmente único pedazo de España europeo, aunque no ibérico, pues los ríos araneses vierten hacia Francia.
Catataluña nunca estuvo ligada a Francia y sí a España. De hecho los catalanes lucharon contra los franceses en la guerra de la independencia como el resto de los ibéricos. Lo que pasa es que hay que excusarse como sea para pedir una independencia que no tiene antecedentes ni motivos históricos o culturales. Tener un idioma no ha de ser motivo para no ser ibérico. En todo caso Euskadi tendría algún motivo más que Cataluña, pues su lengua es pre-románica y no un idioma ibero-románico como es el castellano, el portugués o el catalán.
Cuando "Paquito" aquello fue por coj&#*$. Aquí pretendemos una unidad de Iberia democrática, pedida por los pueblos español y portugués, donde cada comunidad autónoma de Iberia tendrá su propio gobierno. ¿Qué tendrá que ver nuestra idea con "Paquito"?
Infórmate bien antes de dar opiniones en las que puedas hacer el ridículo...
15 May 2009 14:19
iberia de momento no
Registrado: 05 Mar 2009 20:35 Mensajes: 113
Francisco José escribió:
Catataluña nunca estuvo ligada a Francia y sí a España. De hecho los catalanes lucharon contra los franceses en la guerra de la independencia como el resto de los ibéricos. Lo que pasa es que hay que excusarse como sea para pedir una independencia que no tiene antecedentes ni motivos históricos o culturales.todo caso Euskadi tendría algún motivo más que Cataluña, pues su lengua es pre-románica y no un idioma ibero-románico como es el castellano, el portugués o el catalán. No creo que por tener una lengua románica tenga que tener menos motivo o menos excusa... Además que no tiene porque ser siempre independencia... puede ser reconocimiento... (eso a día de hoy mal se lleva...)
15 May 2009 15:28
Francisco José
Iberista
Registrado: 21 Sep 2007 12:52 Mensajes: 351 Ubicación: Granada, Región del Sureste, España/Espanha, Iberia
iberia de momento no escribió:
Francisco José escribió:
Catataluña nunca estuvo ligada a Francia y sí a España. De hecho los catalanes lucharon contra los franceses en la guerra de la independencia como el resto de los ibéricos. Lo que pasa es que hay que excusarse como sea para pedir una independencia que no tiene antecedentes ni motivos históricos o culturales.todo caso Euskadi tendría algún motivo más que Cataluña, pues su lengua es pre-románica y no un idioma ibero-románico como es el castellano, el portugués o el catalán. No creo que por tener una lengua románica tenga que tener menos motivo o menos excusa... Además que no tiene porque ser siempre independencia... puede ser reconocimiento... (eso a día de hoy mal se lleva...)
Perdona, pero no entiendo qué entiendes tú por "reconocimiento". Catalunya hace muchas décadas que tiene su propia bandera, himno, gobierno propios. Tiene su propia policía, sus emisoras de radio y televisión. Hasta una lotería propia. Hablais vuestro idioma siempre que quereis sin que nadie os diga nada (estais en vuestro derecho, claro). Es más: Multáis a las empresas que no tienen los carteles escritos en catalán (como Franco hacía cuando no los teníais escritos en castellano). No colgais las banderas de España en los ayuntamientos cuando os apetece. Poneis pegatinas azules con las estrellas de Europa con el "CAT" sobre la "E" en las matrículas de los coches y nadie os multa... Hasta en el Google Earth aparece Cataluña pintada de un color diferente al resto de España. En la información meteorológica de la TV3 aparece Cataluña con sus comarcas; despues "els països catalans", y despues el tiempo que habrá en Noruega, en Bulgaria y en Grecia, importandoos un carajo el tiempo que haga en Teruel o en Ciudad Real. Supongo que no será muy bueno recordaros que seguís en España...
¡¡¡¡¡Pero qué más reconocimiento queréis!!!!
Lo que no entiendo es que mientras el mundo tiende a unirse (Iberia, futuros Estados Unidos de Europa...) Cataluña quiera separarse. En la época medieval, hasta lo entiendo. Pero en nuestros días... eso es un retroceso.
Así que, por favor, te pido me expliques qué es para ti "reconocimiento".
16 May 2009 01:47
Mozárabe
Registrado: 15 May 2009 23:07 Mensajes: 4
Os saludo
Hola a todos los miembros del foro. Mi nombre es Antonio García, vivo en Úbeda (Jaén), soy profesor de Instituto, de lengua castellana y literatura... ¡Y soy un iberista convencido! Estoy casado con una argentina, y pienso que nuestros lazos ibéricos no acaban en la Península, y desde Río Grande y el Paso hasta el estrecho de Magallanes somos una misma Unidad histórica y sueño con un país Ibérico unificado y una Unión Latinoamericana, más allá del Mercosur.
Estoy estudiando portugués, y soy un asiduo del Algarve y la costa de Cádiz, y no hay año en el que no pase un tiempo, comprendiendo los lazos que nos unen, ese pasado marino y aventurero y por supuesto esa cultura y... ¡la cocina! desde el pescaíto a la cataplana, y desde las tapas a los petiscos.
Un saludo
16 May 2009 09:45
Antholo
Iberista
Registrado: 14 Oct 2007 22:56 Mensajes: 191 Ubicación: Uma irmâ nossa..Castela
Bienvenido Mozárabe, espero que aprendas y disfrutes.
Por cierto por si no lo había puesto antes, yo tambien estoy de acuerdo con el proyecto.
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