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Notas de prensa 
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Nota Notas de prensa
António Edmundo, PRESIDENTE DA CÂMARA DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Portugal teria vantagem numa união Ibérica, como a preconizada por José Saramago?

Uma Ibéria traria mais vantagens para nós, que temos 10,5 milhões de habitantes. Mas as nossas oportunidades não valem só isso. Na aldeia global em que a cultura americana e o inglês se sobrepõem, o iberismo pode ser uma opção interessante. Teríamos vantagens em mercados como a China ou a América Latina.

Seríamos assimilados pelas autonomias regionais?

As muitas "Espanhas" que existem não estão assim tão distantes. Basta ver a Avenida da Liberdade, em Lisboa, quase toda na posse de espanhóis, ou o sector bancário. Muitos interesses específicos na nossa economia já estão na posse dos espanhóis. Mas nós também somos grandes consumidores de produtos espanhóis.

Como autarca de uma localidade de fronteira não receia que se perca a nossa identidade cultural?

Não, antes teria tendência a reforçar-se. As relações sociais entre os dois povos estão sedimentadas. Com Castilla y León temos mais afinidades do que eles com galegos ou catalães. Isso vê-se quando há um jogo entre uma equipa portuguesa e o Barcelona. Castilla está pelos portugueses. Nós somos mais atlânticos e mundiais, eles têm dificuldade em relacionar-se com outros povos. Mesmo aprender línguas é mais difícil para eles do que para nós.

A desertificação na raia não dá grande vantagem...

Lá não há cidades pequenas. É pior. Eles desenvolveram cidades médias, mas à volta o despovoamento é grande. Nós não queremos esse modelo, mas temos de criar condições para fixar população. Vamos criar um ninho de empresas, que permita a fixação de profissionais liberais. Ao contrário do que sucedia na minha geração, hoje os nossos jovens, que já conhecem o litoral, querem ficar aqui se tiverem condições de sustentabilidade.

Costuma ir a Espanha fazer compras?

Costumo ir a Espanha, mas não para fazer compras. Não é nenhuma espécie de nacionalismo, mas entendo que o IVA espanhol distorce a nossa competitividade. Em Lisboa, estes 5% de diferença no IVA não fazem muita diferença, mas aqui fazem. Em produtos como o gás, o tabaco e os produtos petrolíferos a diferença é grande e é entendível que as populações de fronteira procurem a optimização e comprem lá produtos em quantidade.

É um defensor dessa união ibérica?

Não diria tanto. Espanha é um Reino, que precisa de ter as autonomias sob a mesma Coroa Real. Nós somos uma República. Mas defendo um reforço da visão estratégica comum. Tenho 42 anos e não acredito que, na minha vida, veja uma união ibérica, mas estou convencido de que será acentuada a partilha de decisão. Trabalhando menos, eles têm mais produtividade que nós, maiores rendimentos e são dos povos com melhor qualidade de vida.

E isso deve-se a quê?

À descentralização administrativa. Os povos que a fizeram são economias de sucesso. Eles não precisam de ter um documento aprovado por três ou quatro entidades diferentes. Lá as autonomias resolvem os assuntos.|




Abstenção histórica marca vitória de Costa

"Todos somos precisos para fazer o que tem que ser feito"

Marques Mendes antecipa directas no PSD e prepara purga interna

Carmona só aceita acordos pontuais

Negrão inscreve-se no PSD

Roseta remete para Costa lugar em pelouro executivo

'Tenho grandes perplexidades"

"Venham bater-nos à porta"

Telmo Correia demite-se dos cargos no CDS e Portas entra em reflexão

A tentação iberista na história das duas nações



http://dn.sapo.pt/2007/07/16/nacional/o ... essan.html


18 Jul 2007 09:07
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Aljubarrota: uma batalha esquecida/perdida

O dia 14 de Agosto de 1385, data da batalha de Aljubarrota, devia ser o mais querido da nossa História. Mas não, parece ser o dia da nossa vergonha dos antepassados que ali se bateram, heroicamente, contra os castelhanos, que derrotaram, apesar da enorme desproporção de forças.

O rei espanhol, batendo em retirada, chorava por ter sido vencido por "aqueles chamorros", tosqueados, designação depreciativa dada aos portugueses pelos espanhóis.

A vitória não seria aceite de bom grado, porquanto só ao fim de 28 anos de guerras foi assinada a paz com Castela em 1411, fixando a linha de fronteira para jamais ser discutida, onde não existe obstáculo natural entre os dois países.

É caso para perguntar porque razão a revolução de 1383/1385 não tem sido tratada com a dignidade merecida, sendo certo que Fernão Lopes, na Crónica de D. João I, a ela se reportou encomiasticamente assim: "Desta guisa de que aveis ouvido, se levantaram os portugueses em outros lugares, sendo gran cisma e divisão antre os grandes e os pequenos. O qual ajuntamento dos pequenos povos, que se então assim juntavam, chamavam naquele tempo arraia-miúda".

O esquecimento da história em voga não explica o menosprezo do maior fausto da história de Portugal, credor da sua existência como pátria livre e independente. Existirá porventura um recalcamento do sentimento de culpa por termos quebrado o cordão umbilical que ligava os portugueses à Espanha. Na verdade foi um galego, D. Afonso Henriques, que rompendo com a mãe, D. Teresa, lança os fundamentos da nacionalidade, mas as relações entre os dois estados prosseguiram muito íntimas casando os reis da primeira dinastia com soberanas espanholas.

Com efeito D. Sancho I casa com D. Dulce, D. Afonso II com D. Urraca, D. Afonso III com D. Beatriz, D. Dinis com D. Isabel de Aragão, D. Afonso IV com D. Brites de Castela, D. Pedro com D. Constança e D. Inês de Castro e D. Fernando casa com D. Leonor Teles. Este último, sem descendência, dá origem à crise dinástica que faria eclodir a revolução de onde saiu a dinastia de Avis, que deu o reino ao fundador D. João I.

Grandes escritores portugueses escreveram em castelhano, como Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Luís de Camões, ele próprio espanhol pela sua ascendência. Os maiores rios da península, Douro, Tejo e Guadiana correm de lá para cá, provocando uma dependência de que só agora se começa a tomar consciência da sua gravidade.

Finalmente, é bom lembrar a geração de 1870, com destaque para a figura de Antero, acérrimo defensor do iberismo, numa acepção de fusão dos dois povos, nunca de anexação. E, já no tempo presente, José Saramago, hoje em Espanha e casado com uma espanhola, fez a síntese do epifenómeno ao declarar que os nossos irmãos, olhando o mapa, sofriam de um complexo de amputação.

Tudo isto para chegar ao estado actual de domínio económico e financeiro, patenteado na luta dos nossos agricultores contra os produtos espanhóis, mais baratos porque subsidiados pelo governo, e pelo escândalo do Totta. Actualmente, não haverá nenhum Nuno Álvares Pereira que nos salve, pela simples razão de que ninguém quer ser salvo e porque poucos portugueses terão entendido a lição expressa nos castelos e nas muralhas ao longo da fronteira, assim se explicando que alguns já estejam à venda. Contudo, não morrendo a esperança, apetece terminar com a locução latina "qualis vita finis ita" (tal vida, tal morte)…

A. Baptista Candeias, Lisboa

http://da.campodosmedia.com/?link=opiniao&id=936


20 Jul 2007 12:22
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REPORTAJE: La unión de España y Portugal, a debate
Iberia, capital Lisboa
La mayoría de los portugueses cree imposible la profecía de Saramago de unión con España
MIGUEL MORA - Lisboa - 22/07/2007



El debate sobre una unión política entre España y Portugal viene de lejos, pero en pocas ocasiones lo ha planteado alguien con la talla y la proyección de un premio Nobel de Literatura. Las recientes declaraciones de José Saramago a un periódico lisboeta han destapado la caja de los truenos en el país vecino, al tiempo que han relanzado un debate que se remonta al periodo de unión de las dos coronas, entre 1580 y 1640. Utopías y posibilidades, anhelos unitarios y desconfianzas se entremezclan en unas relaciones que cambiaron de modo sustancial tras el ingreso de España y Portugal en la Unión Europea en 1986. Desde esa fecha, los lazos se estrecharon en un proceso de construcción europea.

España y Portugal son países hermanos, y la Santa Madre Iglesia no aprueba el matrimonio incestuoso. Esa frase histórica, que pronunció un canónigo luso en Braga con motivo de una visita de Alfonso XIII, sigue vigente. Los portugueses ya no odian ni miran a los españoles con el rencor y los prejuicios de otros tiempos ("De España ni buenos vientos ni buenos casamientos", dice el refrán) y, aunque su economía depende en gran medida del comercio con España y adoran ir a Zara o El Corte Inglés, antes muertos que renunciar a la patria y la bandera para convertirse en una comunidad autónoma y fundirse en un país de 55 millones de habitantes llamado Iberia.

El dinero ya ha instaurado la unión. El flujo comercial supone 24.000 millones de euros
"Eso es una boutade de Saramago", dice la hispanista Fernanda Abreu. El premio Nobel José Saramago rescató en una entrevista la idea de una futura unión de Portugal y España bajo un mismo país. "Me temo que han bajado las ventas de los libros del maestro", agrega riendo la escritora Inés Pedrosa. "Es una fantasía más de Saramago", remata Duarte Nuno de Bragança, heredero de la Corona portuguesa. "¿Otra vez estamos con eso? Yo creía que los Felipes habían muerto. La historia no permite eso. Es absurdo", concluye Carlos Días, un taxista lisboeta. Y añade: "Me gustan las ciudades españolas, las mujeres andaluzas y castellanas, adoro la paella, 2.500 euros por niño son un lujo, España está al frente de Europa y los portugueses estamos atrasados. Pero no renuncio a ser portugués. Nuestro cantinho (rinconcito) tiene que quedarse independiente".

Tampoco le parece buena idea la unión a Enrique Santos, gallego de origen, portugués de alma y boda y presidente de la Cámara de Comercio hispano lusa, la más activa de España. "No hace ninguna falta dar la lata, la economía ibérica funciona a pleno rendimiento". Santos tiene datos: "Hay 1.050 empresas españolas en Portugal, y 400 compañías lusas en España. El flujo comercial ibérico supone 24.000 millones de euros. España es el principal cliente de Portugal y su primer proveedor".

Como se ve, el dinero ya ha instaurado la unión. Y como dice el fadista Carlos do Carmo, "las cosas cambian muy deprisa, pero los sentimientos y las mentalidades van más despacio que el dinero". Lo cual no quiere decir que no haya portugueses españolistas. ¿O son apenas ibéricos? "Yo fui iberista de joven porque me interesó el iberismo del XIX, que era utópico, socialista y republicano", dice João Peñaranda, originario de Soria y uno de los grandes comisarios del arte contemporáneo portugués (e ibérico). "Ahora soy europeísta porque, entre otras cosas, Europa resuelve el iberismo".

"El sentimiento ibérico ha existido siempre, pero una unión es imposible. El pueblo portugués tiene un nacionalismo profundo y si España intentara integrarnos saldrían a la superficie todos los prejuicios antiespañoles", reflexiona João Soares, diputado socialista y ex alcalde de Lisboa. Para el hijo de Mário Soares, la identidad portuguesa se fraguó como un nacionalismo antiespañol, "que alimentó una lógica de hostilidad que se ha ido borrando con la democracia, la UE y a la España plural".

La idea de Saramago es sólo una más en una larga tradición de individuos pensantes de las dos orillas que vieron en la Península un único espacio físico y dos culturas complementarias. Los iberistas nunca fueron guerreros, fueron casi siempre gente pacífica y a veces un poco ácrata que creía más en la fraternidad y la solidaridad. Tipos, recuerda Soares, "como los anarquistas de la FAI de los años 20 y 30, los republicanos portugueses que ayudaron a huir a tantos republicanos españoles, los viriatos que se alistaron en el bando nacional, los brigadistas que lucharon por Azaña o el militar antisalazarista Enrique Galvão, que fundó el Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación para luchar contra Franco en los años 60".

Hoy, en el siglo XXI y gracias a la única ideología rampante (el mercado libre), España y Portugal están, paradójicamente o no, más unidos que nunca. El dinero, las mercancías, los trabajadores, los turistas y las empresas fluyen sin cesar de acá para allá, y la utopía política parece haber perdido todo el sentido. Pero ha sido tanto tiempo de desprecio mutuo que la idea sigue excitando a las personas.

Nuestros vecinos alegan razones prácticas, nada viscerales, para seguir siendo un Estado libre. Tienen suficiente España. Sus jóvenes más pobres y dinámicos cruzan la raya para trabajar en España, sus hoteles reciben millones de turistas (1,1 millones de españoles durmieron en 2006 en Lisboa), que compran como fieras en sus tiendas. Muchos tienen novios, maridos, mujeres y trabajos españoles; sus hijos cada vez estudian más español (17.000 el curso último); los bebés del Alentejo nacen en Badajoz... "No hace falta más", dicen.


http://www.elpais.com/articulo/internac ... iint_1/Tes


23 Jul 2007 09:29
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http://www.lne.es/secciones/noticia.jsp ... scabellada


La integración de España y Portugal que plantea Saramago no es nada descabellada» «El viejo temor a Castilla está muy mitigado y ahora los portugueses ven el modelo español como algo a seguir»


FRANCISCO JOSÉ FARALDO PROFESOR Y FUNDADOR DE «ÁREA IBÉRICA» J. L. ARGÜELLES

Profesor del Instituto Español en Lisboa y fundador de la asociación asturiana «Área Ibérica», Francisco José Faraldo es un profundo conocedor de la realidad portuguesa. En esta entrevista analiza la propuesta del escritor luso y premio Nobel José Saramago, residente en Lanzarote, para la integración de los dos países ibéricos. Portugal se ha subido a ese debate.
-Saramago plantea que Portugal se convierta en la decimoctava comunidad autónoma española. ¿Es una vuelta de tuerca en las posiciones iberistas?

-Hay que tener en cuenta dos cuestiones, la figura de Saramago y la historia de las ideas iberistas. No me parece que haya nada nuevo, pero sí el marco en el que se produce ese planteamiento. El iberismo tiene su apogeo a mediados del siglo XIX. Hay figuras hoy olvidadas, pero muy interesantes, como Sinibaldo de Mas, que fue el primer embajador de España en China y escribió la obra «Memoria de la conveniencia de la integración legal y pacífica de Portugal y España». Las ideas de Saramago están ahí, en ese libro, donde se dan detalles de la posible bandera o el escudo. Desde las posiciones iberistas se han hecho incluso propuestas más avanzadas que las de Saramago, cuya novedad está, insisto, en el marco, por la cuestión económica.
-¿En qué sentido?

-Sus declaraciones se han leído, creo, mal. El aspecto cultural es el más problemático, porque Portugal no es Botswana. Tiene una identidad, y no hablo sólo de la lengua, fortísima, y un cuerpo cultural muy diferenciado, no miscible. Ahora bien, en el resto, yo y muchos más apoyamos una unión por abajo.
-¿Qué características tendría esa unión?

-Los centros de aproximación de los gobiernos de España y Portugal han fracasado estrepitosamente. ¿Qué puede facilitar las relaciones? La economía y los recursos comunes, como la energía. Pero el Mibel (Mercado Ibérico de la Electricidad), por ejemplo, está paralizado. No sólo eso, sino que las tarifas han subido. Lo mismo ocurre con el plan sobre el gas, es decir, que no se ha hecho nada. Todavía no se ha hecho un plan hidrológico común, hasta el punto de que todos los años mueren pescadores portugueses porque se abren los pantanos españoles sin avisar. O sea, que se vive de espaldas en aspectos fundamentales. Lo que hay es una invasión económica española que ha creado dos actitudes en los portugueses: un papanatismo integrador, con universitarios que van más allá que Saramago y dicen que la integración debe ser inmediata, sin negociación; y otra, en sentido contrario, de defensa. La primera avanza. La propuesta de Saramago está más elaborada.
-¿Es posible a medio o largo plazo?
-Yo la veo factible siempre que las aproximaciones se hagan por abajo, de asociación a asociación y de entidad a entidad. Los gobiernos han fracasado, pero cada vez hay más relación entre las personas.
-¿Existe ese debate en la sociedad portuguesa?

-Hay que hablar de Saramago, porque su figura funciona como la del buen traidor, de la estirpe de gente como Blanco White o Goytisolo, gente necesaria que ama a su país y por eso mismo critica lo que ve mal. Creo que hay una dosis alta de provocación en lo que dice y ha sido una manera de agitar las aguas en un país que se ha quedado en la terraza del café viendo pasar la vida. Es como si Europa se moviera, para bien o para mal, y Portugal fuera como la figura sentada de Pessoa a las puertas de A Brasileira. Hay una paralización total. Si hubiera una igualdad económica, a nadie se le ocurriría una propuesta como la de Saramago, pero la situación es caótica, de desastre total, al borde de la quiebra. Eso hace que se vea con otros ojos al vecino, en este caso España, más poderoso. El planteamiento de Saramago, con todos los matices que se quiera, no es nada descabellado.
-Hay quien afirma que es un planteamiento sin demasiado sentido en una Europa de moneda única y sin fronteras comerciales.
-Pero es un planteamiento que está ahí y que yo creo que surge de la desesperación, fruto de la situación portuguesa. Saramago ha arrojado la piedra al estanque y eso es algo necesario en un país con las aguas estancadas. Es una propuesta saludable.
-¿Qué similitudes y diferencias ve entre la idea de Saramago y otras del campo iberista, incluidas las de escritores como Unamuno o Torga?

-La situación política es muy distinta y yo creo que esas otras propuestas tenían más de retórica que otra cosa. En el marco europeo y, sobre todo, viendo cómo está territorializada España, la propuesta de Saramago tiene otra dimensión. Portugal es muy diferente de España, pero ¿lo es más que Euskadi, por ejemplo?
-Da la impresión de que la historia pesa en contra. Me refiero al viejo temor portugués a Castilla.

-Es un temor que, en estos momentos, veo muy mitigado. Es cierto que hay minorías muy nacionalistas, pero también amplios sectores sociales con cierto papanatismo español y una visión bastante acrítica de lo que es España. Sólo ven las grandes cifras y creen que aquí atamos los perros con longanizas. Ahora bien, para los portugueses el modelo a seguir ahora es España. Sólo pongo un ejemplo: las portuguesas cruzan la frontera para parir en España y eso sí es algo que toca la fibra nacional. El producto interior bruto (PIB) portugués está como el de Chipre y Croacia; el déficit es el más alto de Europa, así como el abandono escolar; hay un problema de formación serio y los cuadros han emigrado; el desempleo es el que más crece en la UE.
-¿A qué achaca esa crisis?

-En gran parte a que el empresariado ha seguido el título de la película de Woody Allen, toma el dinero y corre. La gestión de los recursos europeos ha sido desastrosa y no se han hecho inversiones para modernizar la industria. Ya no son competitivos y lo que hacen es cerrar. A eso se añade la gestión política, también desastrosa, con gente que abandona el barco, como Durão Barroso. Ahora intentan recuperarse cargándose el sector público: los funcionarios se han convertido en el enemigo número uno. Dicho esto, aclarar que en Portugal el iberismo tiene connotaciones negativas.
-¿Por qué cree que las manifestaciones de Saramago no son descabelladas?

-Hay que fijarse en los términos que utiliza en la entrevista y no quedarse sólo con los titulares. Por ejemplo, es cierto que Portugal ha perdido su autoestima y que debe hacer un esfuerzo gigantesco, porque, entre otras cosas, tiene una cultura impresionante.
-Entre quienes ven poco factible la integración ibérica hay quien señala el peso del pasado. Hablamos de dos países que libraron una fuerte competencia por sus posiciones imperiales.

-Propuestas de este tipo se han hecho siempre, como se ve por los numerosas publicaciones de mediados del siglo XIX. El asunto nuevo es el marco español, multinacional y con un régimen autonómico. Dicho esto, habrá poco que hacer mientras los gobiernos no se pongan de acuerdo en lo mínimo, que son los recursos comunes. Todo eso funciona a través de las cumbres iberistas, de las que nunca sale nada. He hecho un seguimiento y nunca hay manera de conocer las conclusiones, lo concreto. En el último encuentro se reunieron en Badajoz 220 personas, incluidos trece ministros españoles y ocho portugueses; paralizaron la ciudad. Bueno, pues estoy esperando que se diga algo. Asociaciones como la nuestra trabajan por abajo, de forma modesta.
-¿Hay muchas entidades de ese tipo en España?

-En Extremadura, Galicia y algo Andalucía; en el resto, poco.
-Tengo la impresión de que los intercambios culturales han ido a menos en los últimos años.

-Se ha reducido el programa de enseñanza, así como el número de profesores en las zonas españolas donde hay población portuguesa.
-¿Qué aporta el debate abierto por Saramago?

-Creo que juega un papel muy similar al que tuvieron intelectuales como Sartre tras la II Guerra Mundial. Es estupendo que haya ese debate y la propuesta no me parece, por la situación que vive Portugal, inviable.


¿Por cierto alguien conoce la obra de Sinibaldo de Mas, a la que hace referencia y los apuntes que daba para bandera y escudo?


25 Jul 2007 09:02
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Esta es un poco antigua, de diciembre del pasado año, pero no me resisto a ponerla porque tiene su gracia. Trata de la última cumbre hispano-lusa, en Badajoz.

http://popnox.blogspot.com/2006/12/crni ... intil.html

Crónica de una cumbre inútil


FRANCISCO JOSÉ FARALDO
En la maravillosa Extremadura de La Vera y El Jerte, de Cáceres y Monfragüe hay también -qué le vamos a hacer- una ciudad desastrada que se llama Badajoz. Hace unos días sufrió una transformación radical. El espacio aéreo fue cerrado al tráfico comercial, en los tejados había siluetas cenicientas portadoras de fusiles telescópicos, por la plaza alta cabalgaban jinetes uniformados y numerosos funcionarios municipales regaban las calles con mangueras o se encaramaban en andamios -sin casco, eso sí- para tapar con lonas las vergüenzas de los edificios deteriorados. Los hoteles habían instalado detectores de metales y a los huéspedes más rústicos se les invitaba a dejar en recepción las navajas de Don Benito, aunque ellos alegasen que sólo las utilizaban para cortar el queso.

No había duda de que algún evento memorable se aproximaba. El viernes 24 de noviembre, por tierra y aire, llegaron las comitivas a la ciudad recién lavada. Del Este venían los anfitriones: nueve ministros encabezados por el presidente del Gobierno y seguidos por una cohorte de subsecretarios y directores generales. Del Oeste, sus análogos portugueses, con el «premier» a la cabeza. Eran en total más de 200 personas, entre ellas 18 ministros, que por vigésima segunda vez se reunían en una Cumbre Ibérica para tratar los asuntos comunes. Chocaba un poco tal despliegue; si las cosas entre los dos países iban tan bien como los responsables habían repetido hasta la saciedad, ¿no eran excesivos la logística y el alarde mediático desplegados? También Francia y España son vecinos, pero cuando franceses y españoles se reúnen, despachan todo con gran discreción en unas pocas horas a pesar de la gravedad de los temas que suelen llevar en la agenda. Las excelencias del jamón extremeño no bastaban para justificar semejantes movimientos de población. ¿A qué, pues, se debía tanta parafernalia? Asimismo, llamaba la atención la ausencia de los dos ministros de Fomento. Se suponía que el tren de Alta Velocidad entre los dos países era uno de los puntos fuertes de la cumbre, así que no se entendía que faltasen los responsables de los departamentos destinados a desarrollar el proyecto.

La cumbre empezó mal. Más de mil manifestantes aguardaban bajo la lluvia para protestar contra la instalación de una refinería al lado de Villafranca de los Barros. Rodríguez Ibarra había intentado que la manifestación se prohibiese o se cambiase de lugar, pero la autorización judicial dio lugar a que junto a las imágenes de la ceremonia inaugural se colasen las de los manifestantes enarbolando pancartas nada amables para los gobiernos autónomo y central. Sin desanimarse, los doscientos y pico desplazados que en pro del entendimiento ibérico habían sacrificado un fin de semana en familia, se pusieron a trabajar a partir de ese momento.

Por desgracia los resultados no se corresponden con la magnitud de los medios desplegados. Adentrémonos en el habitual mar de siglas para intentar comprender algo.

Empecemos con el TGV (Tren de Gran Velocidad). Se anunció que comenzaría a circular en 2007. A fecha de hoy no se ha removido un solo metro cuadrado para su construcción. En la cumbre el asunto se despachó anunciando su aplazamiento para 2013. En la declaración final se anuncia que después de arduas deliberaciones, la estación fronteriza de Badajoz será gestionada conjuntamente y así se podrán recabar fondos europeos del Interreg. Astutos.

El MIBEL significa Mercado Ibérico de la Electricidad. Según los españoles, ya funciona desde junio, aunque los portugueses no parecen estar muy de acuerdo. La fecha fijada en principio para su inicio era 2002. De momento, las tarifas no sólo no han bajado en ninguno de los dos países, sino que en Portugal subirán un 12 por ciento el próximo año. El único compromiso salido de la cumbre es que España pasa a comprar el 10% de su energía eléctrica en la bolsa común en vez del 5% anterior. Los consumidores, al saberlo, se estremecen de gozo.
El MIBGAS es un invento análogo al de la electricidad, pero aplicado al gas. En vista del éxito de su hermano mayor ya raramente se le menciona. En esta cumbre se ha aludido a él de pasada y sin ningún acuerdo concreto.
El Laboratorio de Nanotecnología se situará en Braga. En la cumbre anterior se había acordado su creación. Tras un año de reflexión se decide la sede. Es de esperar que en el próximo se consensúe dónde se compran las papeleras. El caso es agotar los tiempos de la publicidad.

Los ministros de Defensa, que tienen que justificar de algún modo su presencia, afirman que se constituirá un Consejo de Seguridad entre ambos países que sustituirá al Consejo de Estados Mayores hasta ahora existente, con lo cual respiramos aliviados porque el fantasma de la guerra se aleja.
Y así sucesivamente, hasta llegar al único acuerdo que puede justificar el montaje de este gran circo en el que se han convertido las relaciones ibéricas: en caso de incendio, los bomberos españoles y portugueses se podrán adentrar 15 kilómetros en territorio fronterizo sin ser bombardeados, en vez de los cinco actuales, para colaborar en los trabajos de extinción.
Es preocupante esta tendencia a convertir la política en espectáculo. Mientras se celebraba la cumbre, a menos de 200 kilómetros, las descargas de los embalses españoles, incumpliendo convenios anteriores, inundaban poblaciones ribereñas portuguesas y ponían en peligro las vidas de los vecinos. Este mismo año, los retrasos en las descargas, que se hacen siempre en el último momento para evitar pérdidas a las compañías eléctricas, produjeron un descenso en la calidad de las aguas que llegaron al Alentejo totalmente contaminadas. Pese a la retórica de la hermandad ibérica, las relaciones entre los dos países abundan en asuntos sin resolver. El aprovechamiento compartido de los recursos comunes debería ser el primero y nunca se ha abordado con la suficiente seriedad; por lo visto no es lo suficientemente rentable como para merecer una cumbre monográfica que dé respuesta de una vez por todas a las demandas de las poblaciones.

Por lo menos, Badajoz ha recibido un buen manguerazo. Pero una vez más, la montaña parió un ratón. Sería bueno que, en vez de continuar matando mosquitos a cañonazos los gobiernos hicieran un esfuerzo para conectar con la realidad, se bajaran de la cumbre o de la higuera, y comprendieran que en el siglo XXI montajes como el de Badajoz están fuera de lugar, no sirven a los ciudadanos y contribuyen al descrédito de la política.


Francisco José Faraldo es coordinador de Área Ibérica.



31 Ago 2007 12:20
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Nota CLH propondrá a Portugal la creación de una red ibérica de o
El presidente de CLH, José Luis López de Silanes, presentó ayer el Plan Estratégico de la compañía para el periodo 2007-2011, que prevé unas inversiones récord de 734 millones de euros y, por primera vez, la expansión internacional de la compañía.
Uno de los objetivos es conectar la red de CLH de nuestro país -«cuyo sistema logístico es de los más eficientes del mundo»- con la de Portugal y crear una red ibérica de oleoductos. López de Silanes subrayó sobre este proyecto que «estamos aún en el principio de los tiempos».
La rueda de prensa se celebró en la sede de CLH en la calle de Méndez Álvaro, complejo que será derribado en las próximas semanas para acoger la nueva sede de Repsol YPF.
Sobre la posibilidad de que esa petrolera venda su 10% de CLH. Silanes dijo que «Repsol YPF es más importante para nosotros como cliente que como accionista».
El presidente de CLH descartó cualquier problema con la financiación de las inversiones previstas en el plan. «Tenemos créditos del ICO y del BEI; es una financiación excelente». La mayor parte de las inversiones se destinarán a duplicar varios tramos de la red de oleoductos.


http://www.abc.es/20070921/economia-emp ... 10254.html


21 Sep 2007 08:48
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Aquí incluyo un articulo de opinión publicado hoy en el Diario de Noticias de Portugal.
NO todo va a ser escudos, banderas y capitalidad, verdad?
Ibeolf, espero ansioso tu comentario...




http://dn.sapo.pt/2007/11/05/opiniao/el ... spanh.html :wink:


05 Nov 2007 23:10
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Nota 
¿Qué quieres que te diga? :D

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06 Nov 2007 01:50
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Nota 
El Rey de España manda callar al presidente venezolano Chávez
Artículo curioso hoy en el diario luso Publico




http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1310279


10 Nov 2007 18:39
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Nota 
Por Santiago Petschen, catedrático de Relaciones Internacionales en la Universidad Complutense de Madrid :

Las relaciones históricas de España y Portugal están caracterizadas por fuertes contrastes. Por una parte, junto a la cercanía geográfica (ámbito peninsular, larga frontera común, cruce de grandes ríos, similar base rural) se ha dado un fuerte paralelismo social y político. Debido a ello, Teófilo Braga, ya en el siglo XIX, no pudo menos que describir el caminar conjunto de España y Portugal como parte da orden natural das coisas. Por otra, se han establecido entre los dos países enormes distancias que han llegado hasta nuestros días.

Hace unos cuantos años, las inversiones españolas en Portugal y las portuguesas en España eran escasísimas. Las españolas eran superadas incluso por las belgas, las suecas y las japonesas. Y entre los productos importados de cierta entidad, sólo figuraba el de la leche, por ser necesaria en el área metropolitana de Lisboa. Ahora, España exporta más a Portugal que a toda América.

El orden natural al que llevaba la geografía fue distorsionado por la geopolítica. El fuerte control de Gran Bretaña sobre Portugal y su comercio, y la existencia del imperio colonial del país vecino -condicionamientos relacionados entre sí-, causaban entre ambos países un notable alejamiento. Pero cuando, en determinado momento histórico, el influjo inglés descendió debido a las hostilidades entre británicos y portugueses en Suráfrica, y las relaciones quedaron enmarcadas por su cauce espontáneo, el iberismo empezó a florecer como creación portuguesa influyente en España.

Un poeta como Antero de Quental derrochó entusiasmo e ingenio al cantar las grandes creaciones de lo que él llamó la raza ibérica: su espíritu de independencia, su oposición al dominio romano, su capacidad de liberarse del yugo feudal, la realización de grandes epopeyas oceánicas. Y en un orden negativo, para Quental, tanto los españoles como los portugueses se vieron atrapados por un mismo espíritu de injusticia: la ambición de la colonización.

El iberismo desarrollado en Portugal originó también un pensamiento político. Teófilo Braga estableció un plan concreto de Federación Ibérica en cuya construcción España debería aceptar importantes condiciones: organizarse como República, dividirse en territorios autónomos formando una federación, admitir en dicha federación a Portugal que sería así la mayor y más fuerte unidad del conjunto, establecer en Lisboa la capital de la Federación Ibérica.

Semejante idealismo no podía menos que tener su incidencia en Cataluña. El poeta Joan Maragall, en un artículo publicado en 1906 en el Diario de Barcelona, dijo que la naturaleza ibérica, por su suelo, por su cielo y por su gente, parecía la tierra prometida para concretar el ideal de un nuevo federalismo, no ya político sino también humano en el sentido más profundo de la palabra. Tiempo después, el periodista Gaziel escribió en 1963: “Pocas veces la insensatez humana habrá establecido una división más falsa. Ni la geografía, ni la etnografía ni la economía justifican esta brutal mutilación de un territorio único”. Y concretó la dimensión política de su pensamiento introduciendo a Cataluña en el quehacer del acercamiento peninsular.

Entrados los dos países en la Unión Europea, la geopolítica no sólo ha dejado de obstaculizar el acercamiento mutuo sino que lo impulsa positivamente. Gaziel acertó en su visión determinante de la Historia: “No serán las voluntades de los hombres sino las leyes de la Historia las que alterarán la actual estructura de la Península Ibérica”. Afirmación que se concreta en esta otra: “La mejor forma de producirse esa evolución será dentro de una Europa unida”.

Ésta es la situación que afrontamos ahora. En el momento de la Unión Europea en el que los Estados parecen mostrarse menos solidarios que otras veces, es necesario que se produzcan acercamientos geográficamente parciales que podrían preparar una cooperación reforzada en todo el conjunto de la vieja Europa. Si no es así, en la Unión Europea de los 27 difícilmente se podrá conseguir la profundización política. El acercamiento añade, además de la económica, otras numerosas perspectivas de relación.

Las lenguas, al margen de lo político y de lo económico, tienen unas reglas de difusión que se apoyan en sus propias estructuras. Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados. Y en el marco de la Unión Europea y en el de las relaciones transfronterizas, el acercamiento de Portugal a Galicia y el de Galicia a Portugal es cada vez más sólido y profundo.

La división de España en comunidades autónomas inclinó recelosamente al ciudadano portugués a votar mayoritariamente que no en el referéndum de la regionalización portuguesa. Las partes de un Portugal fraccionado caerían más fácilmente en manos de las fracciones españolas situadas al otro lado de la frontera.

Hace algunos años, tras una ponencia que leí en el Instituto de Defensa Nacional de Lisboa, en un portugués macarrónico, dialogué con los militares sobre las relaciones entre los españoles y los portugueses, y surgieron algunas quejas. Entonces pregunté: ¿están ustedes mal con los gallegos? La respuesta inmediata fue: ¡Nooo! ¿Están mal con los andaluces? Tampoco. ¿Mal con los catalanes? De ninguna manera. ¿Mal con los vascos? En absoluto. Y así seguí: los extremeños, los aragoneses, incluso los manchegos y los madrileños. Para todos los mencionados mostraron los dialogantes su simpatía. Sólo apareció un cliché, resquicio de irreductibilidad, el de los castellanos viejos. Entonces les dije: no tienen ustedes nada que temer. Portugal y Castilla La Vieja cuentan con parecido número de kilómetros cuadrados. Pero sobre la misma extensión se encuentran, en Portugal, diez millones de habitantes, y en Castilla La Vieja, sólo algo más de dos millones. La estadística, tan favorable a Portugal, produjo en el auditorio desconocedor del dato una sorpresa. Se disipó con ello una percepción errónea.

Ya dijo Jean Monnet que las dificultades entre los pueblos suelen ser muchas veces artificiales. En aquel coloquio, el iberismo utópico de Teófilo Braga había sido traducido a un pragmatismo más modesto pero más eficaz. Así son muchas de las relaciones existentes hoy entre los españoles y los portugueses, que, como atestigua una encuesta reciente, van dejando paso a una relación bastante más fluida.

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21 Nov 2007 17:09
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Gondor escribió:
Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados.



Portugal deixa-se penetrar totalmente pelo castelhano! E, como contra-partida, obtém uma inflência mínima (o sublinhado é meu) na Galiza!

Grande negócio este!

É isto que tem de ser mudado nos dois países! A meu ver!

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21 Nov 2007 20:49
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Alexandre escribió:
Gondor escribió:
Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados.



Portugal deixa-se penetrar totalmente pelo castelhano! E, como contra-partida, obtém uma inflência mínima (o sublinhado é meu) na Galiza!

Grande negócio este!

É isto que tem de ser mudado nos dois países! A meu ver!


Nos dejamos penetrar por el ingles y nos quejamos del castellano, la lengua mayoritaria de la peninsula ibérica... que aunque intentemos negarlo, seria el nexo de unión y la lengua que uniria a la mayoria de los iberos, que ojo, ¡que no estoy hablando de poner al portugues como un idioma secundario! si no que el castellano sea un idioma secundario, al igual que en las comunidades españoles monolingues se pueda enseñar portugues.


21 Nov 2007 22:43
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Turdetano escribió:
Nos dejamos penetrar por el ingles y nos quejamos del castellano, la lengua mayoritaria de la peninsula ibérica... que aunque intentemos negarlo, seria el nexo de unión y la lengua que uniria a la mayoria de los iberos, que ojo, ¡que no estoy hablando de poner al portugues como un idioma secundario! si no que el castellano sea un idioma secundario, al igual que en las comunidades españoles monolingues se pueda enseñar portugues.




O problema não são as línguas, mas sim o que elas representam!

Nós temos influência da cultura anglo-saxónica mas, como povo, consideramo-los fora do nosso mundo cultural! Pouco nos dizem!

Agora a relação entre o português e o castelhano tem de ser vista numa perspectiva histórica do que essas línguas significam em cada um dos países!

Aí o português não significa nada! É o "polaco", a língua falada com a toalha na boca, etc.!
Nós aqui, apesar de entendermos perfeitamente o castelhano, pois é facílimo, temos, e ainda teremos durante uns tempos, a ideia que é uma língua de domínio!
São marcas que a história teima em apagar! Depende dos portugueses mudar isso, claro! Mas muito está também nas vossas mãos!

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21 Nov 2007 22:55
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Alexandre escribió:
Aí o português não significa nada! É o "polaco", a língua falada com a toalha na boca, etc.!
Nós aqui, apesar de entendermos perfeitamente o castelhano, pois é facílimo, temos, e ainda teremos durante uns tempos, a ideia que é uma língua de domínio!


Discrepo en estos dos puntos:
- Los "polacos", al menos aquí, son los catalanes (no recuerdo porque). Y no es nada despectivo, aunque algunos lo intenten usar como tal, sino algo humorístico.
- Los españoles entendemos portugués, y lo pude comprobar personalmente cuando fui a Lisboa en Abril.


21 Nov 2007 23:29
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TU endentes português, Liech!

Não podes falar por 44 milhões de espanhóis!

Eu já falei com vários que não entendem nada, ou dizem não entender!
Ainda hoje falei com um que dizia não entender nada! E eram coisas breves (umas 3 frases) e simples!

E quanto àquilo da "toalha na boca", pelo menos isso, já ouvir portugueses a dizerem que o tinham ouvido de espanhóis! Mas não o posso comprovar!

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21 Nov 2007 23:37
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