Portugal e Marrocos assinam hoje vários acordos bilaterais
05.07.2008 - 10h31 Lusa
Os primeiros-ministros de Portugal e de Marrocos presidem hoje à assinatura de vários acordos bilaterais, um deles para estender a linha de crédito de 200 milhões de euros a projectos nas áreas da energia e turismo.
Além deste memorando, no final da X Cimeira Luso Marroquina, que se realizará no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, os dois países assinam também acordos bilaterais nas áreas do turismo, da cooperação energética, indústria automóvel e infra-estruturas.
No ano passado, em Rabat, Portugal e Marrocos fizeram uma primeira revisão alta da linha de crédito entre os dois países, duplicando-a de 100 para 200 milhões de euros.
Agora, segundo fonte do executivo de Lisboa, pretende-se constituir uma linha de crédito que contemple projectos nas áreas das energias e do turismo.
"O aumento da linha de crédito, que actualmente se encontra no valor de 200 milhões de euros, "será também acompanhado por uma revisão das condições financeiras", acrescentou a mesma fonte.
A X Cimeira Luso Marroquina abre com um conjunto de reuniões sectorais institucionais envolvendo os ministérios das Finanças, Obras Públicas, Negócios Estrangeiros e Economia (turismo e indústria) dos dois países.
Após o início destas reuniões, José Sócrates tem um encontro a sós com o seu homólogo marroquino, Abbas el-Fassi, ao mesmo tempo em que se iniciam no Forte de São Julião da Barra reuniões empresariais sectoriais, envolvendo as áreas da energia, infra-estruturas, indústria e turismo.
Pela parte nacional, nas reuniões dos sectores da energia e infra-estruturas participam empresas nacionais como a Galp, a Efacec, a Martifer, EDP, Foment Invest, Casais, Teixeira Duarte e Grupo Lena.
Nas reuniões bilaterais de indústria estarão por Portugal empresas como Imoldes, a Inapal e MCG, e no campo do turismo marcarão presença oito grupos portugueses, entre os quais o Grupo Pestana, a TAP, a Sonae Turismo, a Visa Beira, a Amorim e os Hotéis Reais.
Portugal e Marrocos têm em curso alguns programas de reabilitação de património que envolvem instituições e empresas dos dois países num esforço de recuperação de locais com valor histórico (na sua grande maioria das época dos Descobrimentos portugueses) e sua orientação para o turismo.
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É muito complicado para as empresas portuguesas expandirem-se em Espanha, mas estão a ser bem sucedidas no norte de África
