MMS promete proposta com "uma visão de futuro para os portugueses"
Novo partido Movimento Mérito e Sociedade admite concorrer às eleições já em 2009
29.04.2008 - 19h37 Lusa
O Movimento Mérito e Sociedade (MMS), que hoje se constituiu formalmente como partido no Tribunal Constitucional, admite concorrer às eleições já em 2009 com uma "proposta de rigor, concreta, com uma visão de futuro para os portugueses".
"O único compromisso que eu posso assumir é trabalhar muito para que isso seja possível. A nossa próxima etapa visa essencialmente fazer com que a mensagem do MMS chegue a todos os portugueses, quando essa etapa estiver concluída, pensaremos então no passo seguinte, a candidatura a umas eleições, se possível em 2009", quando se realizam eleições europeias, autárquicas e legislativas, declarou Eduardo Correia, fundador do novo partido.
Eduardo Correia argumentou que "chegou o tempo da governação, do dinheiro público, ser orientado para a qualidade de vida das pessoas", justificando porque decidiu criar um novo partido ao invés de se associar a outro já existente. Segundo considerou, "a forma como os partidos existentes funcionam está demasiado viciada, é a luta do poder pelo poder, o debate das pessoas, o debate dos eventos e a ausência completa dos debates de ideias e de visões sobre o futuro de Portugal".
"Há que entender que a política é dos temas mais sérios e que nos diz respeito a todos, dos mais novos aos mais velhos, e o
modo como tem sido conduzida em Portugal não nos deixa nada confortáveis, pelo que sentimos absoluta necessidade de trazer uma proposta de rigor, concreta, com uma visão de futuro para os portugueses", disse.
Relativamente a propostas concretas, Eduardo Correia defendeu "a necessidade que os partidos políticos têm de influenciar o
modo como o recrutamento para a administração pública é feito". "Consideramos que as eleições de deputados devem evoluir para círculos uninominais - para que cada eleitor conheça exactamente qual é o deputado que o representa na Assembleia da República -, achamos que o trabalho do deputado tem que ser um trabalho de proximidade com o eleitor e o nossa proposta promove a ida dos deputados aos seus círculos eleitorais quatro vezes por ano - de três em três meses - para que haja essa ponte com o eleitorado", enumerou.
"Consideramos absolutamente obrigatório que os partidos que apresentem propostas de governação, apresentem também um Governo constituído, para que possamos evoluir da promessa ao compromisso; é fundamental que as promessas tenham caras", acrescentou.
Um outro aspecto criticado no panorama político actual por Eduardo Correia é a possibilidade dos deputados eleitos abandonarem a meio os seus mandatos: "É aceitável que numa democracia contemporânea seja possível, como na actual legislatura, que mais de metade dos deputados eleitos já não se encontrem na Assembleia da República, onde estão incluídos um conjunto de cabeças de lista?".
"Na nossa proposta sobre o
modelo governativo, qualquer eleito que abandone um cargo a meio do mandato - a não ser que se candidate à Presidência da República, é a única excepção -, fica inibido de concorrer a eleições durante "x" anos", acrescentou.
Ao longo de oito meses o MMS recolheu cerca de 8400 assinaturas, de norte a sul do país. É intenção de Eduardo Correia, logo após o reconhecimento do Movimento e a sua publicação em Diário da República, realizar um congresso "no máximo num ano a partir dessa data, mas de preferência antes das eleições de 2009".
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Este partido também é interessante. Querem separar a política e a administração pública. Só tenho pena que queiram atribuir o direito de voto apenas a quem tem o 12º ano de escolaridade (obrigatória), o que iria excluir muita gente. No entanto, gosto muito da abordagem cívica ao mesmo tempo que querem promover o crescimento do país com práticas de boa gestão.