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Propostas oscilam entre os 1,32 e os 1,75 mil milhões de euros
Quatro concorrentes à construção do troço Poceirão-Caia em Alta Velocidade
03.10.2008 - 15h39
Por Luísa Pinto
PÚBLICO (arquivo)
Quatro consórcios entregaram hoje propostas para o primeiro troço do projecto de alta velocidade ferroviária, entre Poceirão e Caia, com valores de construção que variam entre os 1,32 e 1,75 mil milhões de euros.
Mais de metade do custo total das obras vai ser assegurado por investimento público: 641 milhões são assegurados por fundos comunitários, 137 milhões de euros do Orçamento do Estado e 60 milhões pagos pela REFER, pelo investimento que o vencedor deverá fazer na rede ferroviária convencional entre Évora e Caia.
As maiores construtoras portuguesas marcaram presença num concurso que atraiu também gigantes internacionais, como a Vinci (a maior do mundo, aliada à Mota-Engil), a Eiffage, e as espanholas Cintra e FCC. A abertura de propostas para a construção e concessão deste troço, que está inserido na linha de alta velocidade Lisboa-Madrid, decorreu esta manhã na sede da RAVE, entidade responsável pelo projecto, em Lisboa.
Os quatro consórcios apresentaram propostas muito semelhantes, em termos de orçamento final, e todos conseguiram cumprir as previsões avançadas pela rave, que estimou o custo deste troço nos 1,7 milhões de euros.
O consórcio constituído pela Brisa, Soares da Costa, Lena, Edifer e Zagope, aliados aos espanhóis da Dragados e da Valores, apresentou a solução mais barata propondo-se a investir 1323 milhões de euros. A estimativa que fazem para o valor médio anual do custo de manutenção da infra-estrutura cifra-se nos 11,6 milhões de euros.
A proposta mais cara foi apresentada pelo consórcio integrado pelos franceses da Eiffage, que se aliaram aos espanhóis da FCC e aos portugueses da Ramalho Rosa e Cobetar. A proposta base deste consorcio (de que apresentaram duas variantes) ascende aos 1759 milhões de euros, com o custo de manutenção anual a fixar-se nos 13 milhões.
As outras propostas são do agrupamento liderado pela espanhola Cintra (integrado pela Hagen e pelas portuguesas Tecnovia, Conduril e Novopca), que propõe um investimento de 1489 milhoes de euros, e uma manutenção anual de 10 milhoes; e o agrupamento liderado pela Mota-Engil (que tem como parceiros habituais rivais nas concessões rodoviároas, como a Teixeira Duarte, a Somague, e ainda os franceses da Vinci) que apresentaram uma proposta de investimento de 1334 milhões de euros, e uma manutenção anual de 17,7 milhões.
O contrato de concessão terá uma duração de 40 anos, sendo quatro para a fase de projecto e construção e 36 para a disponibilidade da infra-estrutura. A linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid permitirá um tempo de percurso de 2h45m para as ligações directas de passageiros entre as duas capitais. A construção da ligação de alta velocidade entre Poceirão e Caia será iniciada em 2010, e a entrada em serviço da linha Lisboa-Madrid será em 2013.